Publicado por: vivamaraca | novembro 10, 2010

Não desista, mangue querido!

Sonhei com um grande manguezal e sua densa lama negra,

Havia calmas águas, pastando em sua generosa beleza.

Entrava absorta na atmosfera e me deixava afundar…

Penetrei até suas raízes, e vi a vida se formar.

Estavam agora em plenitude, crustáceos, mariscos e outros animais.

Era um grande berço a se estender no leito, com suas árvores mantendo a paz.

Eu dormia no ecossistema e sorria feliz sem saber do fato.

Tamanha a riqueza e o significado…

Eu estava dormindo e não via o mangue morrendo a sufocar!

Não sabia que és tu, que proteges a vida, que pescamos no fundo do mar.

Tu és o descanso e a guarida para a vida procriar.

Quis olhar novamente e agora bem acordada.

O mangue sofria com a erosão e já desmoronava!

Nosso manguezal se decaindo e junto com ele minhas lágrimas…

Está ficando tão pequeno perante as águas do mar.

O estuário, não sabe falar, mas sinto que teme não receber mais a tua colaboração 

e perder a proteção que tens pra dar.

Estás registrado no canto que um dia o poeta entoou.

Tu tens a receita da vida, de segredo revelado e vendido.

Refém nas mãos sem sentido, dos homens corporativos.

Se tornando mercadoria e fardo, sem o real valor mensurado.

Não desista, mangue querido!

Me tornei mais um ser dedicado…

Vou lutar para que sejas respeitado, tu e teu solo sagrado.


MANUELA GUIMARÃES FILGUEIRAS

 


Respostas

  1. Parabéns, Manuela!
    O meio Ambiente, precisa mesmo dessa imensa atenção…
    Abraço,

    Dayana Rodrigues


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